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25/06/2021
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Foto aérea de mesa de reuniões com várias pessoas e papéis em tons de verde. Elas estão debatendo soluções ambientais.

Quando se tem um negócio, qualquer ação gera um impacto. Na verdade, vender é realmente sobre isso: gerar impactos positivos no cliente, certo? E, claro, queremos sempre que essa experiência seja a melhor possível. Nesse sentido, nada mais impactante que se tornar socialmente responsável por cada uma de nossas ações dentro da empresa e não é só a gente que acredita nisso.

Uma pesquisa divulgada pelo G1 apontou que 87% dos brasileiros preferem empresas com práticas sustentáveis – 70%, inclusive, não vêem problemas em pagar a mais por isso. Se eles se deparam com dois produtos praticamente iguais, sabendo que uma das empresas prejudica o ambiente ou pessoas, as chances de compra da segunda opção são imensamente maiores.

É por isso que precisamos falar sobre a responsabilidade social nas empresas. Você quer atingir o seu cliente, certo? Mas antes disso, lembre-se que a sua empresa impacta também o ambiente com a extração e modificação de recursos, além de agir no tecido social de toda uma comunidade em torno do seu produto. São nesses impactos e tantos outros que o seu negócio deve se responsabilizar. Já parou pra pensar sobre isso?

Qual impacto você quer causar? Como quer ser lembrado? O melhor caminho é ser uma empresa responsável e hoje vamos te mostrar como.

Responsabilidade social nas empresas online

Mãos de várias pessoas empilhadas, como um gesto de união.

Costumamos imaginar que a responsabilidade social nas empresas é algo, exclusivamente, feito para ONGs ou grandes varejistas que partem para algum cunho social, não é? Como a Natura, por exemplo, que há mais de 50 anos têm o seu crescimento pautado na sustentabilidade.

Mas não é bem assim. Todo e qualquer e-commerce também precisa estar ciente de suas responsabilidades sociais. E essa é uma questão de identidade do negócio, quem a sua empresa é ou quer ser? Já falamos sobre isso no texto sobre a relação do atendimento ao cliente e Customer Experience, toda empresa precisa de um propósito e é ele que deve guiar as ações da marca.

Lembre-se do caso da Natura, o propósito deles é: “comercializar produtos e serviços que abracem a relação com o corpo e a natureza”. Comercializar é sim importante para eles, mas não somente, compreende?

O mesmo acontece com o e-commerce. Você pode (e deve) focar em vendas, mas incentivar o consumo desenfreado e predatório, tanto da perspectiva social como ambiental (emissão de CO2 no transporte, plástico das embalagens despejados de forma incorreta), isso não.

Não que o seu dever seja mudar o mundo sozinho, mas você pode fazer a sua parte. É super possível pensar em maneiras de ir “até onde o braço alcança” e ainda ser mais escalável que nunca. Os três pilares da responsabilidade social nas empresas falam justamente sobre isso: reduzir e compensar. Vamos entender cada um deles…

Meio ambiente

Foto de mãos juntas segurando a muda de uma árvore prestes a ser plantada.

Pra começar vamos pelo ponto mais comum a ser abordado em todas as discussões sobre responsabilidade social nas empresas e, talvez, a que mais tenha impacto nos comportamentos do consumidor: o meio ambiente.

Funciona mais ou menos como uma reação em cadeia, começando em um para agir a todos. Segundo a Environment Research, 86% dos brasileiros dizem estar preocupados com as questões ambientais, mas muitos deles agem em escala micro, fazendo a separação do lixo, por exemplo.

Já em relação às causas maiores, geralmente eles não vão tirar plástico dos oceanos ou plantar uma árvore. O que fazem é comprar de lojas que divulgam suas ações ou tem um selo de sustentabilidade no rodapé, no caso de e-commerces – e é daí que vem a importância da responsabilidade social nas empresas.

Falando em e-commerces, confira algumas práticas iniciais que podem ajudar:

  • Site Sustentável: Todo site precisa de um servidor que, por sua vez, está ligado a um sistema de data centers, cabos submarinos e afins – o que gera energia e, por consequência, emissão de CO2 (mais até que o emitido por aviões). Um Site Sustentável mapeia o número de visitas e indica a quantidade de árvores a serem plantadas para compensar. Legal, não é?
  • Eureciclo: O selo Eurecilo funciona em um esquema de compensação ambiental, você informa a quantidade de plástico que produz com embalagens, paga uma quantia mensal que eles repassam à empresas de reciclagem. Não que a sua embalagem será coletada, mas eles retiram do meio ambiente a mesma quantidade contratada (pode ser 25, 50, 100 ou até 200% do lixo produzido no seu e-commerce);

Observação: Percebeu que esta ação também impacta na responsabilidade social nas empresas em relação à comunidade?

Economia

Mãos jovens segurando um símbolo de cifrão e entregando para outra pessoa com as mãos mais velhas.

Parece contraditório, mas não é: quando falamos sobre responsabilidade social nas empresas, muita gente acha que isso está relacionado à deixar de vender. Na verdade, um consumo consciente diz muito mais sobre as condições em que essa venda acontece. Basta pensar, a venda será feita de qualquer forma, certo? Por que não usá-la para gerar um impacto positivo na economia?

Veja esses dois exemplos ilustrativos dessa situação:

Mercado Livre

Desde 2019 o marketplace lançou uma seção de produtos sustentáveis, que geram impacto positivo no meio ambiente ou na sociedade. Lá é possível encontrar produtos reutilizáveis, orgânicos e reciclados. A empresa não disse para seu público deixar de comprar, apenas informaram “se vocês querem produtos sustentáveis, nós podemos ajudar” e de quebra abraçaram um novo nicho.

Essa solução foi perfeita porque, além de contribuir com a responsabilidade social nas empresas, eles conseguiram quebrar uma das maiores barreiras dos marketplaces: a venda de produtos de nicho.

Se eles colocassem na mesma seção uma opção de “kit de colher de pau” comum ao lado de outra feita com bambu ecológico, o público geral não entenderia um valor quase que dobrado pela opção sustentável. Agora, tendo uma categoria só desse tipo de produto, o público abraça a proposta e paga pelo produto e pela causa que ele representa.

#DicaOpenK: Entrar no mercado de nichos agrega muito mais valor ao produto, por outro lado, os mais comuns têm uma procura mais fácil. Veja a nossa análise sobre “vender de tudo ou segmentar o nicho? Qual a melhor escolha para a sua operação?”.

B2W e o Soubarato

Já falamos aqui no blog que um dos principais problemas em relação aos direitos do consumidor sobre a troca e devolução é o polêmico “direito do arrependimento de compra” e não é pelo fato da troca em si. Se o cliente comprou um produto sem vê-lo pessoalmente, pode ser que não sirva ou não era o que ele esperava e tudo bem.

Mas e para o caso do cliente romper o lacre de segurança de um cosmético ou então estragar a embalagem original do produto? Como lidar? Sair no prejuízo? E se forem 100 até 200 casos como este?

Uma solução que atrela as finanças e a responsabilidade social nas empresas foi a criação do Soubarato, uma espécie de outlet para esses casos. A ideia do site é proporcionar essa revenda de produtos reembalados e usados.

Sociedade

Mãos jovens seguram bonecos de madeira em formato de pessoas que fazem um círculo.

Agora chegamos ao último pilar que deve estar presente dentro daquilo que estamos entendendo como a responsabilidade social nas empresas: o fator social.

Na nossa opinião este é um dos fatores mais impactantes, afinal estamos falando de pessoas. Fato que se torna ainda mais forte quando pensamos no cenário atual da pandemia, em que 27 milhões de brasileiros estão abaixo da linha da pobreza extrema, vivendo com apenas R$ 246,00 por mês para sustentar a família toda.

É claro que é importante crescer e conquistar o mundo com o seu negócio, mas faça isso abraçando o seu redor, cuidando das pessoas que circundam a empresa, o bairro, a cidade e as causas que estão relacionadas aos valores da sua empresa. Observe algumas dicas:

  • Menor e Jovem aprendiz: Esta é uma das maneiras mais simples de começar a praticar a responsabilidade social nas empresas. Forneça oportunidades para jovens que, muitas vezes, se encontram em situação de vulnerabilidade. Além disso, de acordo com a lei, você adquire incentivos fiscais, isenção de aviso prévio remunerado e paga apenas 2% de FGTS destes funcionários (normalmente é 8%);
  • Produtores locais: Essa dica vale mais para quem trabalha com produtos manuais, como moda, acessórios e ítens de decoração. Hoje, existem muitas ONGs e cooperativas que incentivam a arte de artesãos regionais, indígenas e presidiários. Procure encontrar alguma na sua região e apoie a causa.

Fundação Casas Bahia

O trabalho executado pela Via Marketplace é um grande exemplo de quem conhece como poucos o que é a responsabilidade social nas empresas. Estão há mais de 60 anos à frente da Fundação Casas Bahia. A entidade tem como objetivo a diminuição da desigualdade social em diversas frentes, com a qualificação de jovens, incentivos aos microempreendedores e apoio às entidades parceiras.

Dois projetos bem bacanas que queremos destacar são:

  • Fundo Emergencial Mulher empreendedora: Criado exclusivamente neste período de pandemia, a fundo age como uma forma de apoio à mulheres microempreendedoras para investirem em seus negócios;
  • Desafio Fundação Casas Bahia: Lembra quando você era jovem e tudo o que precisava era de uma oportunidade? Pois bem, com este projeto jovens que cursam ou tenham cursado o ensino médio terão capacitação para montar uma startup do zero!

Como comunicar essa nova cultura?

 Foto aérea de mesa de reuniões com várias pessoas e papéis em tons de verde. Elas estão debatendo soluções ambientais.

Agora que você já sabe tudo sobre responsabilidade social nas empresas, como aplicar na sua empresa? E pense bem, afinal existe uma grande diferença entre comunicar uma nova perspectiva e se apropriar deste movimento para gerar renda.

O fato é que sustentabilidade dá lucro, e já demos provas suficientes disso por aqui. Mas são tantos negócios apenas “surfando na onda” que, segundo pesquisa feita pela IBM Institute for Business Value, menos da metade dos consumidores confiam nas declarações sobre a responsabilidade social das empresas.

Por isso, é necessário muita cautela e uma mudança genuína em toda a forma de pensar o seu lugar como empresa. Para você não cair nessa “peneira da desconfiança”, separamos algumas dicas a serem aplicadas na sua comunicação:

  • Tenha consistência: Não dá para simplesmente dar uma olhada no calendário de datas comemorativas e procurar pelo “dia da água” e “dia do meio ambiente” para fazer uma postagem. É preciso pensar em todo o seu calendário aprofundando os seus valores, fazendo o consumidor entender, de verdade, qual importância você dá às questões socioambientais;
  • Divulgue o que tem feito de verdade: Falar que “apoia a causa X” é fácil, mas como o que a sua empresa tem feito a respeito? Utiliza uma embalagem ecológica que custa três vezes mais? Planta uma árvore? Contribui em alguma causa social? Isso sim é dar apoio;
  • Crie conteúdos: A sua abordagem nunca deve ser algo no estilo “olha, nós fizemos isso, goste de mim”. O que o público quer é conhecer rostos, histórias e ações. Para isso, crie “mini documentários” com a história de alguém que está sendo impactado e crie e-books com o que tem sido feito – mas na abordagem de “o que pudemos te inspirar a pôr em prática na sua vida”. Percebe a diferença?
  • Envolva o seu cliente: Feito todo esse trabalho, o consumidor já vai confiar na sua marca a ponto de embarcar nessa jornada – e essa é a melhor parte. Quando chegar a este estágio, faça campanhas de “compre o produto Y para gerar uma doação de X%”. Assim ele vai entender que você não está apenas se aproveitando para vender mais.

Dê o primeiro passo agora! Depois de tudo o que foi dito aqui, esperamos, de verdade, que você esteja cheio de energia para repensar qual impacto deseja causar e colocar em prática boas ações que demonstrem a responsabilidade social da sua empresa.

Mudar pode gerar um desconforto, mas não dói e nem é um empecilho para o crescimento. Na verdade, pode até ser um acelerador, tudo depende de você.

Vamos começar? Que tal entender melhor sobre o Green Business? Ele é uma ótima forma de minimizar recursos ambientais (e financeiros). Descubra mais com o texto “Green Business: 5 maneiras do seu negócio colaborar para a preservação ambiental”.


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