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14/01/2022
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No balcão, atendente está usando o computador enquanto o cliente executa alguma função pelo celular.

A principal questão para qualquer pessoa que tem uma loja física hoje não é mais o “se” você precisa ter um e-commerce. Por muito tempo até se teve a ideia que o digital era inimigo do ponto de venda físico. Mas hoje sabemos que é o contrário.

O CNDL e SPC já comprovaram que 97% pesquisam no e-commerce antes de comprar em lojas físicas e 84% fazem o movimento inverso – a ideia não é segregar, mas agregar, entende?

Precisamos ser conscientes e pensar no “quando” ter um e-commerce para essa loja física. Não adianta nada você parar este texto aqui, ainda na introdução e procurar uma plataforma para e-commerce. Pela experiência adquirida posso dizer que isso não vai dar certo porque talvez nem você e nem o seu negócio estejam preparados para este passo.

Mas então, quando é esse “momento D” de dar os primeiros passos no omnichannel? Vou te ajudar a encontrá-lo agora.

Quando você ver que não tem como aumentar mais o faturamento

Foto de mulher em escritório a meia luz. Ela está rodeada de papéis com gráficos fazendo a análise deles

Já começo com um aviso: existe muita diferença entre levar prejuízo e não aumentar o faturamento.

Neste cenário, o que estamos falando é que, quando você abriu o seu negócio haviam algumas arestas a serem corrigidas e sempre há, não é verdade? A ideia era ir lapidando, conquistando novos clientes e vendo o faturamento da sua loja física aumentar.

Mas de um tempo para cá você notou que ele está estagnado. Até que as contas estão fechando, mas as mesmas vendas que apareciam tempos atrás são as mesmas de hoje, assim como a sua carteira de clientes. Para driblar o problema, seu negócio oferta uma promoção aqui, investe em marketing ali, mas ainda assim nada de sair do lugar.

Claro, o conforto de ver tudo em ordem é ótimo. Mas ao mesmo tempo também é desesperador… Acontece que no seu bairro, na sua rua e até na sua cidade não há mais como expandir! Os clientes são os mesmos e quem acredita na sua proposta já está contigo.

Se você tem a veia empresária e está com esse sentimento, não imagino que se veja daqui a dois ou cinco anos no mesmo lugar. Neste caso, é a hora de abraçar um novo público à sua loja física, que pode ser o Brasil inteiro se você tiver um conhecimento sobre e-commerce!

Quando a sua loja física já anda com as próprias pernas

Foto de time em sala de reuniões comemorando algum resultado. Todos estão sorridentes e com os braços erguidos.

Acabei de falar que o momento ideal para ter um e-commerce para a loja física é quando você sente que que ali, do jeito que está não há mais muito como evoluir. Isso é verdade, mas também cuidado para não abrir uma loja online quando a sua sede não está indo bem.

Falo isso porque, diferente do que muita gente pensa, não é porque um e-commerce exige menos investimentos que uma loja física que não haja gastos e nem trabalho. Na verdade, o jeito certo de pensar neste novo negócio é como se fosse uma nova filial que está abrindo, mas no ambiente digital.

Para entender melhor sobre os gastos e demandas que serão agregados, o ideal é que você conheça os processos de vender pela internet para vislumbrar o que será exigido.

Mas por alto, listei o que mais é necessário:

  • Criar o e-commerce: Pode ser por meio de plataformas como Amplia Vendas que cobram por mês ou então contratar programador para desenhá-lo do zero (o que custa e demora bem mais, mas só se paga uma vez). Independente de qual modo, você ainda vai precisar fazer o cadastro de produtos, preços, fotos e banners;
  • Softwares para uma operação omnichannel: Pensando que você vai querer uma operação integrada entre a loja física e o e-commerce (o que é o ideal), será preciso:

–  Um sistema ERP para sincronizar os estoques das duas lojas;

– Contratar algum CRM para unificar as informações dos clientes e integrar o atendimento (um cliente pode querer ir até a loja para saber sobre um pedido online, ou mandar um e-mail para verificar a disponibilidade de um item na loja);

  • Produtos: Aqui não estou falando apenas do item em si, mas em toda a jornada até que ele chegue ao cliente (o estoque, as embalagens para o e-commerce, o frete…) e também o trabalho necessário para desempenhar essas funções;
  • Impostos e taxas: Você que já vende na loja física conhece o IPI e o Imposto de Renda. Agora, o que vai acrescentar no caso do e-commerce será o ICMS – para produtos que serão vendidos à outros estados;
  • Marketing: Costumo dizer que o que você economiza de dinheiro e desgaste com aluguel, energia, funcionários e decoração da loja física, no e-commerce é aplicado nos primeiros passos para um marketing online de sucesso. Especialmente nesses meses em que esse novo cliente (que pode ser o Brasil todo) ainda não conhece a sua marca como quem passa na porta da sua loja regularmente. Mas vale muito a pena, pode confiar!

E aí, acha que no estado que o seu negócio está é possível bancar um e-commerce sozinho? Sobre isso, não me refiro apenas à pagar pelos investimentos, mas também de algumas noites em claro que lhe serão necessárias.

Quando a época do ano é propícia

Foto aérea de tablet com planner aberto. Duas mãos femininas o estão manuseando. Na mesa há ainda caneta, papéis e flores.

Agora eu vou dar uma dica de quem está mesmo por dentro do mundo das operações do e-commerce e já montou algumas dezenas deles – muitos de migrações de loja física: escolher a melhor época do ano é fundamental para fazer uma transição tranquila. Não que você não vá conseguir, mas que vai dar tempo de fazer tudo com calma.

Contrariando o que muitos dizem, montar um e-commerce no final do ano não é uma boa pedida. Nessa época muitos pensam em fazê-lo pensando nas vendas da Black Friday e Natal, mas justamente pela movimentação dessas datas na sua loja física que acho melhor não. Você vai estar ali, pensando nos produtos, descontos e campanhas… Não vai ter como parar para organizar tudo para ter um e-commerce redondinho.

Janeiro também não. É nessa época que muita gente ainda vai estar trocando presentes, além de ser o exato momento que sua loja física precisa fechar os balanços e pagar impostos, ou seja, mais uma época de correria.

O que eu indico é já ir desenhando como deseja sua operação a partir de fevereiro e ir desenvolvendo essa ideia até, no máximo, maio ou junho. Assim, no segundo semestre, quando a nova alta temporada de vendas chegar, já vai estar tudo rodando perfeitamente nos dois meios.

E então, pronto para ter um e-commerce para a sua loja física? O mundo está!

No balcão, atendente está usando o computador enquanto o cliente executa alguma função pelo celular.

Ao longo deste texto, te fiz três perguntas para você tomar a sua decisão. Fiz isso porque não adianta nada eu chegar aqui, falar que vai ser preciso fazer “isso, isso e aquilo” para construir um e-commerce sendo que esta pode nem ser a sua vontade no momento.

E aí, você quer? Acha que chegou a hora de ampliar a sua loja física para o digital? Se sim, ótimo! Agora eu posso te falar sem medo nenhum de te influenciar: a verdade é que o mundo já é omnichannel e ele está só te esperando fazer parte dele.

Precisa de números? Eu reuni alguns para você:

  • Campanhas em canais únicos podem esperar uma taxa de conversão de 3,21%, enquanto aquelas que possuem três ou mais experimentaram acima de 12%/ [Omnisend];
  • 67% dos brasileiros compram online para retirar na loja [Salesforce];
  • 56% de todas as vendas do comércio tiveram alguma influência dos canais digitais [Deloitte];

A verdade é que, no mundo de hoje, nem o e-commerce e nem a loja física funcionam sozinhos, até porque o poder de escolha não está nas suas mãos e sim nas dos clientes. Eles vão escolher ter uma experiência híbrida, seja no seu negócio ou em algum outro que já esteja preparado.

Sobre isso, eu te adianto: a fórmula do e-commerce em si nunca vai morrer! Podem passar décadas, chegar milhares de novas lojas que ainda assim vai ter lugar para todos – desde que estejam preparados para o modelo de negócio de agora.

Mas afinal, qual é o jeito de fazer e-commerce hoje? Te respondo no texto que levanta a discussão se o e-commerce no Brasil chegará a estagnação – já soltei o spoiler que não. Mas o ponto alto do post é o que 8 empresas têm feito para se manter atual.

Leia e aprenda com eles.


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